sexta-feira, 12 de março de 2010

#Documento do mês - Électricité, service public

Électricité, service public/ Simone Deglaire; Edmond Bordier. - Paris: Berger-Levraut, 1963.
171 p. ; 22 cm.
Acervo SMGE (Serviços Municipalizados de Gás e Electricidade) Museu da Indústria do Porto

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ezequiel de Campos, em defesa da hidroelectricidade


Disponível um pequeno artigo sobre Ezequiel de Campos no site do Museu da Indústria em:
http://museudaindustria.org/multimedia/File/ezequielcampos.pdf



Mais personalidades ligadas, directa ou indirectamente, à indústria nacional serão apresentadas no site do Museu e divulgadas neste blog.

Brevemente - Arquivo Fotográfico Digital




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Destaque Dezembro - José Vitorino Damásio como industrial


José Vitorino Damásio, académico e liberal convicto, desempenhou um importante papel na indústria portuense com o seu empenho na criação da Escola Industrial do Porto e no movimento de apoio à criação da Associação Industrial Portuense (AIP). Foi reitor da Escola Industrial do Porto e Director interino do Instituto Industrial de Lisboa.



Juntamente com Faria Guimarães e António da Silva Guimarães, fundou a Fundição do Bolhão em 1847 sob a firma Damásio & Cª.


Esta fundição foi durante anos uma unidade industrial exemplar beneficiando das ideias e do engenho de José Vitorino Damásio. A fábrica introduziu o fabrico de louça de ferro fundido esmaltada e estanhada a banho, construindo, ainda, a primeira draga.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Destaque Novembro - A FACAR e o seu fundador, António de Carvalho

A FACAR - Fábrica Nacional de Tubos Metálicos de Leça da Palmeira, foi fundada por António de Carvalho, em 1922.


Em 1926, a FACAR funciona em pleno, produzindo tubos de aço. Uma das inovações do processo fabril foi a introdução de um sistema de produção baseado na standardização de tubos de aço, em medidas e moldes fixos.

Em 1946, o seu fundador dá sociedade aos filhos, António de Carvalho Júnior e Fernando de Carvalho, iniciando-se um processo para lançar a FACAR como a maior fábrica de tubos da Europa.
Após 1974, o processo revolucionário em curso e a criação de uma comissão de trabalhadores, alterará as linhas orientadoras da sua gestão. Nos anos 80, a empresa irá, gradualmente, encerrar as suas instalações.

A António de Carvalho, benemérito ilustre de Leça da Palmeira, cabe a honra histórica de, em Portugal, ser o percursor da indústria de tubos de aço1.

1 Carvalho Júnior, António de - História da FACAR. Porto: Athena Editora, 1994.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Destaque Outubro - Fábrica de Chumbo de Caça: um dos raros exemplares de shot tower em Portugal



A Fábrica de Chumbo de Caça (Rua de São Francisco - Porto) é uma unidade oitocentista constituída por uma torre de cerca de 45 metros de altura do cimo da qual o chumbo cai em queda livre até à cave.

Durante a queda, as gotas de chumbo transformam-se em esferas que serão, posteriormente, polidas, separadas e vendidas para armas de caça.

Foi William Watts que desenvolveu, nos finais do século XVIII, o método de produção de esferas de chumbo.


Por volta de 1880, José Pereira Cardoso instala a sua fábrica de derretimento de chumbo em pleno centro histórico do Porto, na Rua de S. Francisco.

Nos finais da década de 60 do século XX, a fábrica encerra a sua actividade.

No entanto, o edifício permanece com os seus dois fornos de fundição do metal e com outros equipamentos de produção dos chumbinhos.

O edifício pertence, actualmente, à família de Abel Augusto Marques Ferreira e é o único exemplar do género existente em Portugal.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Destaque Junho - Fábrica de Torneiras Carlos Vieira & Filhos


A Fábrica de Torneiras Carlos Vieira & Filhos é um dos muitos casos de pequenas unidades fabris que nos inícios do século XX, mais concretamente em 1919, se instalaram na cidade, para dar resposta ao desenvolvimento urbanístico do Porto.


Localizada, inicialmente, na Travessa da Póvoa, ela virá mais tarde a instalar-se num edifício/moradia na artéria da Constituição. Aí, uma oficina de serralharia mecânica foi instalada nas traseiras da casa fabricando todo o tipo de torneiras e passadores dos quais destacamos os modelos misturadora "ABRIL 75", a "SECULAR" ou a "CAVI NORTE", modelos que marcaram períodos e evidenciaram estilos que se vieram a popularizar.



Encerrando em meados dos anos 90, esta unidade é um dos exemplos de empresas portuguesas e portuenses que souberam investir numa fileira do sector da construção civil e apurar os seus produtos em torno dos mercados existentes.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Destaque Maio - Tecidos de Seda: Francisco Nogueira e António Nogueira


Francisco José Nogueira nasceu em 1826 e, desde cedo, se dedicou à arte de tecelão.


Em 1855, inaugurou a sua fábrica de tecidos de seda na Rua da Alegria no Porto. Os seus produtos: as sedas, os cetins e os veludos inundaram o mercado, por diversas vezes foram presentes em exposições, nomeadamente a Exposição Internacional de 1865, a Exposição de Sericicultura de 1866 entre outras.


Nos finais do século XIX, Francisco José Nogueira fazia parte do leque dos notáveis industriais do sector das sedas. A sua fábrica, além de constituir uma unidade muito particular no sector, dispunha já de uma máquina a vapor cilíndrica, demonstrando um investimento tecnológico na época.
Em 1883, Francisco José Nogueira entrega a direcção da empresa a António Francisco Nogueira, seu filho. Este realizaria vários investimentos na empresa, aumentando-a e diversificando os sectores. As suas capacidades foram, ainda, demonstradas quando assume o cargo de Presidente da Associação Industrial Portuense entre 1903 e 1908.
A empresa passou por vários ciclos, tendo encerrado nos inícios dos anos 70.


Actualmente, o espaço da antiga fábrica de Tecidos de Seda António Francisco Nogueira foi adaptado ao Centro Comercial que se estende desde a Rua da Alegria até à Rua Fernandes Tomás: o Porto Gran Plaza - Shopping Center.

Descrição de uma sala da fábrica de Tecidos de Seda Nogueira:

"É nesta sala que se prepara e ordena todo o expediente dos serviços da fábrica, no tocante aos trabalhos a iniciar ou já em andamento. Representa o reservatório de nutrição do machinismo, o orgão destributivo da matéria-prima que, depois de submetida às diversas phases de fabrico, se transforma nas differentes especies de tecidos, em todas as larguras, côres e qualidades adapataveis às numerosas utilizadas de adorno e de vestuário, desde a simples fita de chapéu de homem até ao estofo precioso das toilettes femininas de cerimónia."

RIBEIRO, José Vitorino - A Fábrica de sedas António Francisco Nogueira: monografia precedida de esboço histórico da industria das sedas em Portugal. Porto: (s.n.), 1920