terça-feira, 14 de abril de 2009

Destaque Abril - Agostinho Ricon Peres












A casa comercial na Rua de Cândido dos Reis assume-se como o maior depósito de máquinas, ferramentas e acessórios para todas as indústrias.


Os jornais da época descrevem as máquinas como a última palavra em qualidade e em preço.


Em 1936, é inaugurada as novas instalações da casa comercial na Rua 31 de Janeiro nº184A, com entrada também pela Rua da Madeira 125-133, com boas críticas pela sua "arrojada iniciativa de dotar o Porto com um modelar estabelecimento no género de máquinas e ferramentas".


Agostinho Ricon Peres será um nome associado a uma histórica casa comercial especializada em máquinas industriais, acessórios e ferramentas, e, ainda, a várias obras sociais, benemérito do Asilo do Terço, Cruz Vermelha entre outros organismos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Doação de documentação ao Museu da Indústria



O Centro de Documentação do Museu da Indústria aceita doações de documentos de empresas e empresários que retratem a história da indústria da nossa cidade.




Se pretende doar documentação, contacte os nossos serviços através do telefone 22 530 07 97 ou através do email mcindustria@gmail.com

terça-feira, 24 de março de 2009

Horário de Funcionamento do Centro de Documentação



O Centro de Documentação do Museu da Indústria do Porto está aberto ao público de 2ª a 6ª feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 18h00.

Para marcar a sua visita envie um e-mail para
mcindustria@gmail.com com o seu pedido ou contacte-nos através do telefone 22 530 07 97.


sexta-feira, 6 de março de 2009

Publicações em destaque no site do Museu da Indústria

A partir de agora o Museu da Indústria divulgará, frequentemente, publicações em destaque do seu Centro de Documentação.


Poderá encontrar as nossas sugestões no site do Museu da Indústria - http://www.museudaindustria.org/ - e posteriormente neste blog.


terça-feira, 3 de março de 2009

Destaque Março - O empresário Manuel Pinto de Azevedo

Empresário portuense, nasceu em 1874, na freguesia do Bonfim. Faleceu em 1959, em Matosinhos.
Inicia a sua actividade profissional como operário da indústria têxtil.

Em 1914, conduzia já os destinos da Fábrica de Tecelagem do Bonfim e, mais tarde, fundou e participou noutras empresas têxteis, entre elas a Fábrica de Tecidos de Soure, a Fábrica de Fiação e Tecidos de Ermesinde, a Fábrica da Areosa, a Fábrica de Tecidos Aliança, em Rio Tinto, e a Empresa Fabril do Norte (EFANOR), na Senhora da Hora. Nesta última, inaugura um novo ciclo de desenvolvimento, expandindo os seus produtos e mercados.

Grande industrial e empresário do Norte, além do sector têxtil, é de destacar a sua intervenção nas conservas, no cobre, na banca, nos seguros, na vinicultura e na grande exploração agrícola, sendo proprietário de várias quintas em Amarante, Macedo de Cavaleiros e Régua, onde produzia vinho, azeite, produtos pecuários, etc.
A sua actividade alarga-se, ainda, a outros sectores, como a comunicação social. Foi proprietário do importante jornal diário portuense O Primeiro de Janeiro, estando ainda ligado aos jornais O Norte e Jornal de Notícias.

A documentação existente neste acervo revela, ainda, uma outra faceta deste empresário e empreendedor - a preocupação e o envolvimento nos problemas sociais da sua época, construindo escolas, apoiando instituições de caridade... Manuel Pinto de Azevedo é, pois, um marco incontornável da história da cidade do Porto de inícios do século XX.


Neste acervo, podemos encontrar documentação oriunda de algumas das suas fábricas:
- Tecidos Aliança, Lda., Giesta - Rio Tinto (1926-1949);
- Sociedade Manuel Pinto de Azevedo S.A.R.L., Giesta - Rio Tinto (1949-1970);
- EFANOR S.A., Senhora da Hora - Matosinhos (1942-1995);

e das quintas:
- Casal de Vale Pradinhos;
- Macedo de Cavaleiros (1937-1959);

Destaques mensais dos acervos do Museu


A partir de agora, o Centro de Documentação do Museu da Indústria divulgará, mensalmente, os seus acervos documentais em destaque. Poderão encontrar pequenos textos e referências dos empresários e empresas que marcaram a história da indústria portuense.
Os documentos e informação respectiva poderão ser consultados no Centro de Documentação do Museu da Indústria, aberto ao público.


Para contactar os nossos serviços:

email: mcindustria@gmail.com
tel: 225300797

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Manoel Alves Soares - um homem de visão


"Se a persistência, se o esforço de trabalho constante (...) se deve considerar, com justa razão, uma qualidade de excepcional mérito, bem pode afirmar-se que Alves Soares possuía esse predicado em toda a sua plenitude."

O Primeiro de Janeiro,12 de Dezembro de 1941

Manoel Alves Soares - uma figura de destaque no comércio e indústria portuenses durante mais de duas décadas. Nasceu em 1879 e começou a trabalhar, aos 18 anos, como marçano num armazém de mercearias, tendo mais tarde assumido a sua direcção. Aos 25 anos, criou a firma comercial Manoel Alves Soares dedicada à comercialização de produtos alimentares.

Para além da sua faceta inovadora na área comercial, Manoel Alves Soares destacou-se no ramo industrial.
Em 1918, compra a Fábrica de Fiação e Tecidos da Areosa, juntamente com Manoel Pinto de Azevedo, Henrique Nogueira de Oliveira e Manoel Caetano de Oliveira. Os investimentos feitos por este grupo de pessoas não paravam por aqui: estão envolvidos na Administração de O Primeiro de Janeiro, tiveram uma participação no Banco Aliança e, ainda, na Empresa de Melhoramentos do Norte.

Manoel Alves Soares destaca-se, ainda, pela sua participação na Empresa Fabril do Norte, Lda - uma das fábricas têxteis mais emblemáticas do norte do país, e, também, na criação do Interposto Comercial e Industrial do Norte.

No que diz respeito ao seu carácter benemérito, Alves Soares era um cidadão atento às necessidades da sua vila natal - Cucujães, onde mandou construir um Hospital. Deixou, em testamento, dinheiro a diversas Misericórdias entre muitas outras entidades de assistência.
Manoel Alves Soares faleceu em 1941, mas a sua vida "grangeou-lhe consideração especial de pessoas que reconhecem a sua actividade proveitosa no comércio e indústria."

Fonte: MALAQUIAS, J. Ferreira - Manoel Alves Soares 1879-1979: o Homem e suas obras. [s.l.] [s.d.]

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A Indústria da Seda no Porto com a família Nogueira


O nome de Francisco José Nogueira está associado aos primórdios da indústria da seda no Porto. Com apenas 24 anos, com a ousadia e confiança nas suas aptidões montou a sua primeira fábrica na Rua da Alegria, em 1850, com apenas um tear. Sucedeu-lhe seu filho, António Francisco Nogueira, desde 1883, na fábrica de Sedas Nogueira.

"Trabalhador desprotegido, conseguiu ascender da sua humilde condição à mais elevada posição da sua classe (...) chegou depois a conciliar as homenagens de todas as individualidades gradas da cidade, graças à rigidez do seu carácter."

Comércio e Indústria Têxtil em Portugal, 1950, p. 34-36

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Manuel Pinto de Azevedo, o "homem bom do Porto"


Homem que pelo seu esforço, pela sua inteligência, honestidade e iniciativa se fez, se elevou e conseguiu criar uma obra industrial que se impõe em qualquer parte do mundo.
Sá, Mário de Vasconcellos e - Um Homem Bom do Porto
O Primeiro de Janeiro, 18 de Fev. de 1959