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terça-feira, 22 de junho de 2010

Doação de Colecção de Zincogravuras ao Museu da Indústria

O Museu da Indústria do Porto recebeu cerca de 4 centenas de zincogravuras e fotogravuras alusivas às artes ornamentais dos tecidos.

Elas foram compiladas e seleccionadas pelo escritor e jornalista Carlos Bastos para as suas obras alusivas à História das Artes Ornamentais nos Tecidos. Familiares seus ofereceram-nas ao Museu por considerarem ser esta a entidade mais vocacionada para as conservar e divulgar.

Este conjunto de Zincogravuras de grande valor patrimonial e documental constitui um valioso recurso educativo para o design têxtil, artes gráficas e história das artes ornamentais.

Esta não é uma colecção isolada , uma vez que o Museu possui no seu acervo outras colecções de Zincogravuras provenientes da EFANOR (Empresa Fabril do Norte) , da FACAR - Fábrica de Tubos António Carvalho, da Fábrica de Produtos Coração...

terça-feira, 3 de março de 2009

Destaque Março - O empresário Manuel Pinto de Azevedo

Empresário portuense, nasceu em 1874, na freguesia do Bonfim. Faleceu em 1959, em Matosinhos.
Inicia a sua actividade profissional como operário da indústria têxtil.

Em 1914, conduzia já os destinos da Fábrica de Tecelagem do Bonfim e, mais tarde, fundou e participou noutras empresas têxteis, entre elas a Fábrica de Tecidos de Soure, a Fábrica de Fiação e Tecidos de Ermesinde, a Fábrica da Areosa, a Fábrica de Tecidos Aliança, em Rio Tinto, e a Empresa Fabril do Norte (EFANOR), na Senhora da Hora. Nesta última, inaugura um novo ciclo de desenvolvimento, expandindo os seus produtos e mercados.

Grande industrial e empresário do Norte, além do sector têxtil, é de destacar a sua intervenção nas conservas, no cobre, na banca, nos seguros, na vinicultura e na grande exploração agrícola, sendo proprietário de várias quintas em Amarante, Macedo de Cavaleiros e Régua, onde produzia vinho, azeite, produtos pecuários, etc.
A sua actividade alarga-se, ainda, a outros sectores, como a comunicação social. Foi proprietário do importante jornal diário portuense O Primeiro de Janeiro, estando ainda ligado aos jornais O Norte e Jornal de Notícias.

A documentação existente neste acervo revela, ainda, uma outra faceta deste empresário e empreendedor - a preocupação e o envolvimento nos problemas sociais da sua época, construindo escolas, apoiando instituições de caridade... Manuel Pinto de Azevedo é, pois, um marco incontornável da história da cidade do Porto de inícios do século XX.


Neste acervo, podemos encontrar documentação oriunda de algumas das suas fábricas:
- Tecidos Aliança, Lda., Giesta - Rio Tinto (1926-1949);
- Sociedade Manuel Pinto de Azevedo S.A.R.L., Giesta - Rio Tinto (1949-1970);
- EFANOR S.A., Senhora da Hora - Matosinhos (1942-1995);

e das quintas:
- Casal de Vale Pradinhos;
- Macedo de Cavaleiros (1937-1959);

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Manoel Alves Soares - um homem de visão


"Se a persistência, se o esforço de trabalho constante (...) se deve considerar, com justa razão, uma qualidade de excepcional mérito, bem pode afirmar-se que Alves Soares possuía esse predicado em toda a sua plenitude."

O Primeiro de Janeiro,12 de Dezembro de 1941

Manoel Alves Soares - uma figura de destaque no comércio e indústria portuenses durante mais de duas décadas. Nasceu em 1879 e começou a trabalhar, aos 18 anos, como marçano num armazém de mercearias, tendo mais tarde assumido a sua direcção. Aos 25 anos, criou a firma comercial Manoel Alves Soares dedicada à comercialização de produtos alimentares.

Para além da sua faceta inovadora na área comercial, Manoel Alves Soares destacou-se no ramo industrial.
Em 1918, compra a Fábrica de Fiação e Tecidos da Areosa, juntamente com Manoel Pinto de Azevedo, Henrique Nogueira de Oliveira e Manoel Caetano de Oliveira. Os investimentos feitos por este grupo de pessoas não paravam por aqui: estão envolvidos na Administração de O Primeiro de Janeiro, tiveram uma participação no Banco Aliança e, ainda, na Empresa de Melhoramentos do Norte.

Manoel Alves Soares destaca-se, ainda, pela sua participação na Empresa Fabril do Norte, Lda - uma das fábricas têxteis mais emblemáticas do norte do país, e, também, na criação do Interposto Comercial e Industrial do Norte.

No que diz respeito ao seu carácter benemérito, Alves Soares era um cidadão atento às necessidades da sua vila natal - Cucujães, onde mandou construir um Hospital. Deixou, em testamento, dinheiro a diversas Misericórdias entre muitas outras entidades de assistência.
Manoel Alves Soares faleceu em 1941, mas a sua vida "grangeou-lhe consideração especial de pessoas que reconhecem a sua actividade proveitosa no comércio e indústria."

Fonte: MALAQUIAS, J. Ferreira - Manoel Alves Soares 1879-1979: o Homem e suas obras. [s.l.] [s.d.]

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Manuel Pinto de Azevedo, o "homem bom do Porto"


Homem que pelo seu esforço, pela sua inteligência, honestidade e iniciativa se fez, se elevou e conseguiu criar uma obra industrial que se impõe em qualquer parte do mundo.
Sá, Mário de Vasconcellos e - Um Homem Bom do Porto
O Primeiro de Janeiro, 18 de Fev. de 1959